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Economia 3 min read 2h ago

UE garante 7,2 milhões de vagas alemãs

  • Um estudo da Prognos encomendado pela vbw aponta que as exportações alemãs para a UE sustentam 7,2 milhões de empregos e geram cerca de 550 bilhões de euros em valor agregado, com
  • As exportações da Alemanha para os EUA caíram 6,1% no primeiro semestre de 2026, impactadas pelas tarifas do governo Trump, que o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, citou como fator
  • As vendas alemãs para França e Países Baixos cresceram 7,6% e 9,0% respectivamente no mesmo período, reforçando o peso crescente do mercado europeu frente ao recuo nos EUA e na
UE garante 7,2 milhões de vagas alemãs
UE garante 7,2 milhões de vagas alemãs

As exportações alemãs para outros países da União Europeia sustentam cerca de 7,2 milhões de postos de trabalho na Alemanha e geram uma criação de valor bruto de aproximadamente 550 bilhões de euros — é o que concluiu um estudo da consultoria Prognos encomendado pela Vereinigung der Bayerischen Wirtschaft (vbw), a associação empresarial do estado da Baviera. Os dados têm como referência o ano de 2022, o mais recente com informações suficientes para a metodologia utilizada pela pesquisa.

UE como âncora econômica

Para Bertram Brossardt, diretor-executivo da vbw, os números confirmam o papel central do bloco europeu para a economia alemã. "Em comparação internacional, a UE é claramente mais importante para a Alemanha do que outros grandes espaços econômicos", afirmou. "Ela oferece condições estruturais estáveis e confiáveis, cuja relevância cresce ainda mais diante das incertezas geopolíticas." O estudo destaca que setores como a indústria automobilística, a fabricação de máquinas e a química concentram a maior fatia do valor gerado a partir da demanda europeia. Segundo o documento, essas indústrias "não apenas se beneficiam mais intensamente da demanda de importação europeia, como também estão estruturalmente inseridas nas redes de produção europeias".

Além do fluxo de mercadorias, a pesquisa calculou os efeitos do espaço Schengen — livre circulação de pessoas, turismo e trabalhadores fronteiriços — e chegou a um impacto econômico positivo adicional entre 1,5 bilhão e 2 bilhões de euros para a Alemanha.

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EUA impõem pressão, Europa avança

O cenário comercial mais amplo reforça a importância do bloco europeu em um momento delicado. No primeiro semestre de 2026, as exportações alemãs para os Estados Unidos somaram 73,1 bilhões de euros, mantendo o país norte-americano como maior parceiro comercial da Alemanha em valores absolutos. No entanto, o volume caiu 6,1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Escritório Federal de Estatística alemão. As tarifas impostas pelo governo Trump foram apontadas explicitamente pelo presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, como um dos fatores que agravam a situação do grupo.

Em sentido oposto, as exportações para a França cresceram 7,6%, atingindo 63,2 bilhões de euros, enquanto os embarques para os Países Baixos avançaram 9,0%, chegando a 60,5 bilhões de euros. França e Países Baixos tornaram-se assim os principais mercados europeus para a indústria exportadora alemã no período. As vendas para a China também registraram tendência de queda, sinalizando uma reorientação gradual do comércio exterior alemão em direção ao mercado interno europeu.

Mercado único incompleto, alerta o setor

Brossardt aproveitou a divulgação do estudo para pressionar por avanços na integração europeia. "O mercado único precisa ser concluído, eliminando as barreiras comerciais ainda existentes", disse. "Uma Europa economicamente forte gera crescimento especialmente na Alemanha e na Baviera." A conclusão central do estudo — que a demanda europeia é um pilar insubstituível para o emprego e a renda na Alemanha — ganha peso adicional em um contexto de crescente volatilidade nas relações comerciais com EUA e China.

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