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Política 2 min read 3h ago

Díaz-Canel admite que diálogo com EUA está paralisado

  • Díaz-Canel afirmou que o diálogo com os EUA está paralisado e que não há progresso nem agenda definida, apesar de contatos anteriores.
  • O presidente cubano condicionou qualquer entendimento ao fim do que chamou de 'opressão', responsabilizando indiretamente Washington pelo impasse.
  • Díaz-Canel negou que Cuba esteja à beira do colapso, contrariando avaliações externas sobre a profundidade da crise econômica na ilha.
Díaz-Canel admite que diálogo com EUA está paralisado
Díaz-Canel admite que diálogo com EUA está paralisado

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu publicamente que o diálogo com os Estados Unidos está "paralisado". Em entrevista concedida ao jornal brasileiro Folha de S.Paulo, o mandatário afirmou que, a despeito da "vontade de dialogar" e dos contatos já estabelecidos entre os dois países, "ainda não foi possível avançar" e tampouco existe "uma agenda definida".

Díaz-Canel foi enfático ao condicionar qualquer entendimento ao fim do que classificou como opressão. A frase — "sob a opressão não pode haver diálogo" — sinaliza que Havana responsabiliza Washington pelo impasse, ainda que o presidente não tenha detalhado a que medidas específicas se referia. A declaração ocorre num contexto em que os Estados Unidos apostam na asfixia econômica de Cuba como estratégia de pressão, segundo declarações do secretário de Estado Marco Rubio.

Negativa de colapso

Na mesma entrevista, Díaz-Canel rejeitou a avaliação de que a ilha estaria "à beira do colapso". A negativa contrasta com a percepção amplamente difundida sobre a gravidade da crise econômica cubana, visível até mesmo no cotidiano cultural de Havana. A posição dos Estados Unidos sobre o estado das negociações não foi representada no material disponível, e o impasse permanece sem prazo ou perspectiva de resolução conhecidos.

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