UE libera €6,1 bilhões para a Ucrânia
- A União Europeia aprovou €6,1 bilhões em ajuda militar para a Ucrânia no Dia da Independência do país, destinados a sistemas antiaéreos, mísseis, munições e radares.
- O pacote integra um fundo de até €90 bilhões, dos quais €60 bilhões são reservados para fins militares e desembolsados em tranches; mais de €8 bilhões já foram pagos anteriormente.
- Líderes da "Coalizão dos Dispostos", incluindo o premier britânico Andy Burnham e o chanceler alemão Friedrich Merz, reuniram-se em formato híbrido em Kiev para coordenar o apoio
No Dia da Independência da Ucrânia, a União Europeia aprovou um novo pacote de assistência militar no valor de 6,1 bilhões de euros, destinado à aquisição de sistemas de defesa antiaérea, mísseis, munições e equipamentos de radar. O anúncio foi feito pela Comissão Europeia em meio a uma escalada nos ataques russos: somente em julho, foram registrados 376 ataques com mísseis balísticos e drones contra o território ucraniano.
Pacote integra fundo de até 90 bilhões de euros
Os novos recursos fazem parte de um empréstimo de apoio de até 90 bilhões de euros, do qual 60 bilhões são reservados para fins militares. O montante é desembolsado em tranches sucessivas e tem duplo objetivo: sustentar a capacidade defensiva da Ucrânia contra as forças de invasão russas e evitar um colapso das finanças públicas do país. Segundo a Comissão, planos de aquisição da ordem de 16 bilhões de euros já haviam sido aprovados anteriormente, com mais de 8 bilhões de euros efetivamente pagos. A maior parte das compras deve ser realizada junto a empresas de defesa da própria União Europeia.
"Enquanto a Rússia intensifica seus ataques, nós ampliamos nosso apoio para que a Ucrânia possa proteger sua população e defender seu espaço aéreo", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, antes de encontros com aliados de Kiev. Ela acrescentou que, no Dia da Independência ucraniano, a Europa demonstrava que seu apoio é "inabalável e concreto".
Coalizão dos Dispostos se reúne em Kiev e por videoconferência
Paralelamente ao anúncio financeiro, líderes da chamada "Coalizão dos Dispostos" realizaram um encontro híbrido para discutir os próximos passos do apoio à Ucrânia. Cerca de dez chefes de Estado e de governo viajaram até a capital ucraniana, entre eles o novo primeiro-ministro britânico Andy Burnham e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Os demais participaram por videoconferência, incluindo o chanceler alemão Friedrich Merz.
Antes do encontro, Merz publicou um vídeo na rede social X reafirmando o compromisso de Berlim com Kiev. "Estamos firmemente ao lado da Ucrânia", declarou o chanceler, que também elogiou a "impressionante coragem" com que os ucranianos defendem "a independência de seu país contra a brutal guerra de agressão russa", afirmando que eles demonstram ao mundo o que significa lutar pela liberdade e por uma paz justa.
35 anos de independência marcados pela guerra
O feriado nacional de 24 de agosto comemora os 35 anos da declaração de independência da Ucrânia em relação à União Soviética. Em 2025, a data é celebrada sob a pressão ininterrupta do conflito armado, transformando o simbolismo do aniversário em um cenário de mobilização diplomática e militar entre Kiev e seus aliados ocidentais.