Westside Cowboy: ascensão relâmpago e o conselho inútil de Simon Le Bon
- O Westside Cowboy, banda de Manchester formada há apenas dois anos, venceu o concurso de talentos emergentes do Glastonbury, abriu turnê do Geese e assinou com uma grande
- Simon Le Bon, do Duran Duran, ofereceu um conselho motivacional à banda nos bastidores do programa Later… With Jools Holland, mas o vocalista Reuben Haycocks admitiu que as
- Jimmy Bradbury, vocalista e guitarrista da banda, reconheceu que o crescimento acelerado traz pressão, embora o grupo afirme seguir deliberadamente em seu próprio ritmo.
Dois anos após a formação, o quarteto de Manchester Westside Cowboy já coleciona marcos que muitas bandas levam décadas para alcançar: uma vitória no concurso de talentos emergentes do Glastonbury, uma turnê de abertura para o Geese — descrita como a mais aguardada do circuito indie britânico em 2025 — e um contrato com uma grande gravadora. A ascensão veloz, contudo, não veio sem peso.
O conselho de Simon Le Bon que não funcionou
Quando o Westside Cowboy subiu ao palco do programa britânico Later… With Jools Holland no início deste ano, a banda admite ter ficado paralisada de nervosismo. Os companheiros de palco naquela noite eram o Duran Duran, que aproveitaram a ocasião para oferecer palavras de encorajamento. Simon Le Bon disse ao grupo: "O nervosismo é apenas a mente dizendo que você está prestes a fazer algo extraordinário."
O efeito foi, no mínimo, limitado. "Eu esperava um conselho de verdade", conta Reuben Haycocks, vocalista e guitarrista da banda, rindo. "Sabe, do tipo: para onde eu olho?" A anedota ilustra bem o ritmo de aprendizado acelerado — e por vezes desconcertante — que o grupo tem enfrentado desde que começou a ganhar visibilidade nacional.
Crescimento acelerado, pressão reconhecida
Formado há apenas dois anos, o Westside Cowboy chegou a 2025 com um currículo incomum para uma banda tão jovem. A vitória no Glastonbury Emerging Talent Competition, a parceria de turnê com o Geese e a assinatura com uma gravadora de grande porte compõem uma trajetória que o próprio Jimmy Bradbury, também vocalista e guitarrista, não tenta minimizar. "Mentiríamos se dissêssemos que não há um pouco de pressão", afirma. Mesmo assim, a banda parece determinada a manter o próprio ritmo, rejeitando a urgência tecnológica e abraçando a imperfeição como princípio criativo — postura que ressoa com outros artistas contemporâneos que também falam abertamente sobre as exigências da indústria, como Jorja Smith, que recentemente discutiu burnout e a pressão de se reinventar no mercado musical.
O que está claro é que, independentemente dos conselhos recebidos — de lendas do pop ou de qualquer outra fonte —, o Westside Cowboy parece mais interessado em definir os próprios termos do que em seguir fórmulas já estabelecidas.
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