Borrasca atlântica golpeia a Espanha
- Uma borrasca formada no Atlântico por ciclogênese explosiva aproxima-se da Espanha pelas costas da Galícia, trazendo chuvas e ventos fortes.
- A Aemet prevê precipitações persistentes com risco de granizo de grande porte no oeste, além de rajadas muito intensas no norte e no oeste peninsular.
- Tempestades localmente muito fortes são esperadas no nordeste e na área mediterrânea; a borrasca já provocou chuvas no domingo na Galícia, no País Basco e em Aragão.
Uma poderosa borrasca formada no Atlântico ao longo do fim de semana aproxima-se da Espanha pelas costas da Galícia nesta segunda-feira, após passar por um processo acelerado de aprofundamento conhecido como ciclogênese explosiva. O fenômeno, somado a uma vaguada associada em altitude, deverá provocar precipitações e ventos fortes em amplas zonas do país, segundo José Luis Camacho, porta-voz da Agência Estatal de Meteorologia da Espanha (Aemet).
Chuvas persistentes e risco de granizo no oeste
De acordo com a Aemet, a combinação da borrasca com a vaguada de altitude deve gerar chuvas fortes ou muito fortes, persistentes e acompanhadas de tempestades no oeste da Península Ibérica. A agência meteorológica adverte que essas precipitações poderão vir acompanhadas de granizo de grande dimensão — risco que já se concretizou em episódios recentes na região, como a tempestade com granizo que inundou ruas de Tarragona e avançou sobre Barcelona.
Nordeste e área mediterrânea em alerta
No nordeste e na área mediterrânea, a previsão é de tempestades localmente muito fortes. O oeste e o norte do país deverão registrar rajadas de vento de grande intensidade. A borrasca já provocou as primeiras chuvas no domingo, atingindo a Galícia, o País Basco e Aragão. A área mediterrânea espanhola é especialmente vulnerável a esses episódios de precipitação intensa — as chuvas que inundaram a Costa Daurada sem alerta prévio resultaram em 400 evacuados e 11 feridos.
Impacto ainda em desenvolvimento
A extensão total dos danos e a evolução da borrasca ao longo do dia permanecem incertas, uma vez que o sistema meteorológico ainda estava em deslocamento no momento das informações disponíveis. O episódio insere-se num padrão de eventos climáticos extremos que tem marcado o verão europeu de 2026, com impactos crescentes sobre populações e infraestrutura em toda a região.
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