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Política 3 min read 4h ago

Söder faz campanha em Sachsen-Anhalt e ataca AfD e burocracia da UE

  • Markus Söder discursou para cerca de 500 pessoas em Wernigerode em apoio ao candidato da CDU Sven Schulze, a duas semanas das eleições estaduais em Sachsen-Anhalt.
  • Söder chamou a proposta da líder da AfD, Alice Weidel, de saída da Alemanha do euro e do espaço Schengen de 'o pior programa de destruição econômica possível'.
  • O candidato da CDU Sven Schulze desafiou o slogan da AfD de 'querer o antigo país de volta', questionando se isso significaria retornar ao desemprego dos anos 1990 ou à época da
Söder faz campanha em Sachsen-Anhalt e ataca AfD e burocracia da UE
Söder faz campanha em Sachsen-Anhalt e ataca AfD e burocracia da UE

A duas semanas das eleições estaduais em Sachsen-Anhalt, o ministro-presidente da Baviera, Markus Söder (59, CSU), levou calor e provocações ao comício da CDU realizado no hotel HKK, em Wernigerode, na região do Harz. Cerca de 500 pessoas lotaram o salão nesta segunda-feira para ouvir o aliado bávaro do candidato à reeleição Sven Schulze (47, CDU), em uma noite marcada por aplausos e gargalhadas.

Economia como eixo central

Söder deixou claro desde o início qual é, na sua avaliação, o tema decisivo da campanha: a economia. Emprego, preços de energia, burocracia e investimentos formaram o fio condutor do seu discurso. "Eu apoio o seu ministro-presidente", disse ele sobre Schulze, acrescentando que, em tempos economicamente difíceis, é essencial ter um chefe de governo "que entenda de economia". O líder da CSU defendeu ainda que o Leste da Alemanha deveria ter maior peso político no país e sugeriu que os recursos do mecanismo federal de equalização financeira poderiam ser melhor direcionados a estados com bom desempenho econômico.

Provocações à UE e às repartições públicas

Söder não poupou ironia ao falar da União Europeia. "De Bruxelas vem uma ideia nova toda semana", ironizou, arrancando risos da plateia. Em seguida, comparou a eficiência da burocracia estatal com a de ferramentas de inteligência artificial: "Quando pergunto ao ChatGPT, recebo respostas mais amigáveis do que de uma repartição pública." Antes do comício, Söder assinou o Livro de Ouro da cidade de Wernigerode.

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Ataque frontal à AfD

A crítica mais dura da noite foi reservada à AfD. Söder qualificou a proposta da líder do partido, Alice Weidel (47), de retirada da Alemanha do euro e do espaço Schengen — reiterada em entrevista recente — como "o pior programa de destruição econômica que poderíamos adotar". Schulze, por sua vez, foi ao encontro de um dos principais slogans do candidato da AfD, Ulrich Siegmund (35), que promete "querer o seu antigo país de volta". "Que país é esse, afinal?", perguntou Schulze ao público. Os anos 1990, com desemprego em massa e falta de vagas de formação? "Ou a própria RDA?" O candidato da CDU lembrou o Brocken, montanha visível de Wernigerode que, na época da ditadura comunista, era militarmente vedada à população. "Não queremos voltar nem aos anos 90 nem à RDA", afirmou, sob forte aplauso.

Mérito e trabalho manual como bandeira

Söder encerrou com uma defesa do valor do desempenho individual, tema que, segundo ele, é um dos "problemas fundamentais da Alemanha": "Aqui, o conceito de mérito é tratado como um pecado." Ao abordar o mundo do artesanato e da formação técnica, afirmou que mestres e bacharéis têm valor equivalente — e provocou mais risadas com o acréscimo de que "nunca vi um mestre acusado de plágio". Com a disputa em Sachsen-Anhalt se aproximando do seu ato final, Schulze e Söder se mostraram alinhados em torno da mensagem de economia em vez de ideologia — e foram recompensados com aplausos da plateia ao longo de toda a noite.

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