De la Espriella ordena deportação de imigrantes irregulares na Colômbia
- O presidente colombiano Abelardo de la Espriella ordenou neste domingo operações policiais para deportar imigrantes irregulares, priorizando os que cometem crimes.
- A decisão representa uma virada radical em relação à política histórica da Colômbia, maior receptor da diáspora venezuelana por mais de uma década.
- De la Espriella classificou a medida como 'decisão política', mas não detalhou os mecanismos jurídicos nem os prazos para as deportações.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou neste domingo o início de operações policiais coordenadas para identificar e deportar imigrantes em situação irregular — uma ruptura abrupta com a política que o país manteve por mais de uma década como principal destino da diáspora venezuelana.
Anúncio feito em conselho de segurança
A determinação foi proferida durante um conselho de segurança realizado em Barranquilla, cidade caribenha que De la Espriella tem tratado na prática como capital alternativa do país. Em suas próprias palavras: "Que comecem as operações coordenadas para localizar os imigrantes ilegais — primeiro os que estão cometendo crimes, depois os que não têm sua situação regularizada, que no menor prazo possível deverão ser deportados."
Virada em mais de uma década de acolhimento
Por mais de dez anos, a Colômbia se consolidou como o maior receptor da diáspora venezuelana no mundo, tendo adotado, em diferentes governos, políticas de regularização e integração para milhões de migrantes. A nova orientação abandona esse histórico de forma declarada: segundo o próprio presidente, a medida tem natureza eminentemente política. "Eles vão embora, é uma decisão política", afirmou.
Questões sem resposta
O governo não detalhou os mecanismos jurídicos que ampararão as deportações, o prazo concreto para sua execução nem o impacto sobre migrantes que se encontram em processo de regularização. O alcance real das operações anunciadas permanece incerto. A medida, caso implementada na escala sugerida, representaria uma das maiores reversões de política migratória da América do Sul em anos recentes.