Target retira fantasia infantil após acusações de caricatura racista
- A Target retirou uma fantasia de palhaço infantil de Halloween e pediu desculpas após críticas nas redes sociais de que o produto se assemelhava a caricaturas racistas dos
- A imagem publicitária mostrava uma criança negra com luvas pretas e uma máscara de sorriso exagerado, elementos que usuários associaram a representações históricas degradantes de
- A empresa não explicou publicamente como o produto passou pelos processos internos de aprovação antes de ser colocado à venda.
A varejista americana Target pediu desculpas e retirou de suas prateleiras uma fantasia infantil de Halloween após uma onda de críticas nas redes sociais que associou o produto a caricaturas racistas históricas usadas nos chamados minstrel shows.
O produto e as críticas
A fantasia, comercializada com o nome Kids' Glows Under Blacklight Circus Clown Halloween Costume, era apresentada em uma imagem publicitária que mostrava uma criança negra vestindo uma blusa laranja e preta, luvas totalmente pretas e uma máscara com um sorriso largo e exagerado, cheio de dentes. Nas redes sociais, usuários apontaram que tanto a pose da criança quanto os elementos visuais do traje — especialmente as luvas e a máscara — evocavam representações caricaturais de pessoas negras que foram amplamente utilizadas nos minstrel shows, uma forma de entretenimento racista disseminada nos Estados Unidos nos séculos XIX e XX.
Resposta da empresa
Diante da repercussão, a Target confirmou a retirada do produto e se desculpou pela polêmica. A empresa não apresentou, no material disponível, uma explicação detalhada sobre como a fantasia chegou a ser aprovada para comercialização, nem informou se havia outros produtos similares em avaliação. A extensão exata do plano de vendas ou o número de unidades distribuídas também não foram divulgados.
O episódio reacende o debate sobre os processos internos de revisão de grandes varejistas para identificar conteúdos potencialmente ofensivos antes que cheguem ao consumidor — uma questão que empresas do setor têm enfrentado com crescente escrutínio público.