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Crime e Justiça 3 min read 1h ago

Caso Fabian: celular rastreia acusada

  • Dados do celular de Gina H. contradizem seu álibi bancário no dia do crime, segundo perito que apontou incompatibilidade de tempo e distância.
  • Uma câmera filmou um Ford Ranger laranja na rua de Fabian entre 10h43 e 10h54, mesmo intervalo em que o display do menino foi visto ativo pela última vez às 10h51.
  • A análise dos dados digitais de três dias — 9, 11 e 13 de outubro de 2025 — ainda deixa questões sem resposta, incluindo um atraso inexplicado no armazenamento de parte dos
Caso Fabian: celular rastreia acusada

Novos dados extraídos do smartphone da acusada Gina H. colocam em xeque seu álibi e adicionam uma camada de complexidade ao julgamento pelo assassinato do menino Fabian, de 8 anos, que comoveu a Alemanha. As informações foram apresentadas em audiência presidida pelo juiz Holger Schütt, que encerrou os trabalhos do dia às 17h54. O processo retoma na sexta-feira às 9h30.

Alibi bancário contestado por dados digitais

Gina H. havia declarado que, na manhã do dia do crime, foi a um banco em Güstrow. O perito criminal responsável pela análise dos dados do telefone considera a versão problemática. Segundo a reconstituição técnica, entre 10h43 e 10h52 o aparelho registrou imobilidade. Um caixa eletrônico, porém, estaria a no mínimo três minutos de carro ou nove minutos a pé do local onde Fabian morava. "Não teria sido suficiente para chegar a um banco. Nem de carro, nem a pé", afirmou o perito em juízo. Após esse intervalo, os dados voltam a indicar deslocamento em veículo.

Ford Ranger laranja e o horário crítico

Uma câmera registrou um Ford Ranger laranja transitando pela rua de Fabian entre 10h43 e 10h54. O último momento em que o display do celular do menino ficou ativo foi às 10h51 — uma coincidência temporal que os investigadores consideram relevante. Não está, porém, comprovado que o veículo pertencia a Gina H.

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Rastro digital em três dias investigados

A análise abrange também os dias 9 e 11 de outubro de 2025. No dia 9, por volta das 14h25 — horário em que os investigadores consideravam possível um encontro casual entre Fabian e Gina H. —, o smartphone registrou breve uso do calendário e da calculadora, seguido de um pequeno deslocamento a pé. O perito não soube explicar por que parte desses dados foi armazenada com cerca de hora e meia de atraso.

No dia 11 de outubro, os dados apontam uma corrida de carro entre 16h49 e 17h22. Uma testemunha teria avistado, na mesma época, uma jovem com cachorro na entrada do vilarejo de Klein Upahl, e outra testemunha teria visto uma caminhonete indo em direção ao local onde o corpo foi encontrado, retornando em alta velocidade. Se Gina H. esteve de fato no local naquela data, não pode ser afirmado com certeza a partir dos dados disponíveis.

Caminho noturno até o lago reconstituído

Segundo o perito, os dados de movimento do telefone permitem identificar o trajeto noturno de Gina H. até o lago onde o corpo foi localizado, em companhia de Christian D. Entre 20h58 e 21h28, o aparelho alternou várias vezes entre movimento e pausa. O display foi ativado três vezes; em uma ocasião, permaneceu ligado por cinco minutos sem qualquer interação registrada. Buscas posteriores ao corpo, acompanhada por Olaf K. e Heike M., também estariam refletidas nos dados, segundo o investigador.

A impaciência de Gina H. durante as pausas da audiência ficou registrada em vídeo exibido no tribunal: preocupada com cavalos, netos e o filho, ela disse não aguentar mais e querer ir para casa. O processo, ainda em fase de análise das evidências digitais, deve avançar na próxima sessão com a continuidade do exame dos rastros eletrônicos.

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