Marlaska exige ao diretor da Polícia esclarecimentos sobre relatório que atribui a Marrocos o assalto a Ceuta
O ministro espanhol do Interior, Fernando Grande-Marlaska, enviou uma carta ao diretor da Polícia Nacional exigindo esclarecimentos sobre um relatório do CENIF que atribuiria a Marrocos o planeamento do assalto massivo à fronteira de Ceuta nos dias 30 e 31 de julho.
Escrito por Rafael Santos
(há 1 h)
Em desenvolvimento
O que aconteceu?
Marlaska enviou uma carta a Francisco Pardo exigindo esclarecimentos sobre um relatório do CENIF que atribuiria a Marrocos o planeamento do assalto à fronteira de Ceuta nos dias 30 e 31 de julho.
Por que importa
Marlaska afirma que a informação deveria ter sido partilhada de imediato com o Conselho de Segurança Nacional, deixando claro o seu descontentamento com a cadeia de informação interna.
O ministro do Interior de Espanha, Fernando Grande-Marlaska, enviou na passada noite uma carta ao diretor da Polícia Nacional, Francisco Pardo, exigindo que lhe informe "a la mayor brevedad" sobre o conteúdo de um relatório que o Centro Nacional de Inmigración y Fronteras (CENIF) terá remetido à Audiência Nacional e que atribuiria a Marrocos a responsabilidade pelo assalto massivo à fronteira de Ceuta. A carta, a que o jornal La Vanguardia teve acesso, deixa transparecer o descontentamento do ministro com a cadeia de comunicação interna.
Marlaska recorda a Pardo que, caso a informação seja verídica — designadamente que gendarmes marroquinos planearam e executaram a entrada em massa — a mesma deveria ter sido "posta de imediato à disposição dos membros do Conselho de Segurança Nacional". O ministro sublinha que esta é uma informação "absolutamente essencial" para que ele próprio, enquanto titular do Interior, e o Governo possam exercer as suas responsabilidades constitucionais em matéria de política interior e exterior e de defesa do Estado.
O que terá revelado o relatório
A notícia partiu do diário El Español, que publicou que a avalanche de migrantes registada nos dias 30 e 31 de julho teria sido um processo deliberadamente planeado por Marrocos com o objetivo de colapsar o sistema de controlo fronteiriço espanhol e eliminar a capacidade de resposta das autoridades. O documento alegaria ainda que agentes de Rabat monitorizaram a execução da operação no terreno, e vincularia a ação às reivindicações marroquinas sobre Ceuta e Melilla.
Na missiva, Marlaska deixa claro que a existência de diligências judiciais em curso — que se encontram, por ora, numa fase incipiente — não pode constituir obstáculo para que as Forças e Corpos de Segurança do Estado informem de imediato o ministro do Interior, a quem compete exercer o "mando superior em matéria de segurança interior". O ministro encerra a carta agradecendo a Pardo que lhe faça chegar, com a maior brevidade, a informação de que a Polícia Nacional disponha sobre o assunto, bem como qualquer informação adicional que venha a obter.
Até à publicação desta notícia, não havia confirmação oficial por parte da Polícia Nacional nem do CENIF sobre a existência, o conteúdo ou o destinatário do referido relatório.
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Fonte: La Vanguardia
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